Orçamento sem projeto é chute com papel timbrado
Quem pergunta o valor do metro quadrado antes de ter projeto recebe um número, não um orçamento. A diferença aparece no meio da obra.
A primeira pergunta que muita gente faz quando decide construir é a mesma: qual é o valor do metro quadrado?
Só que essa pergunta já parte da ideia mais errada que existe: a de que construir tem um valor fixo por metro quadrado. Não tem. Para mim, essa é a maior mentira do mercado imobiliário.
O metro quadrado serve de noção, não de orçamento
Confesso: dá, sim, para ter uma noção, uma base, um parâmetro do que é o valor do metro quadrado. Mas isso não é um orçamento.
O problema começa depois. A pessoa recebe esse valor e passa a usá-lo como se fosse o valor final da casa. Toma aquilo como verdade.
Acontece de outro jeito também. A pessoa procura o pedreiro, a construtora, quem for construir, descreve a casa numa conversa e já quer sair dali com um valor. E sai. Mas é um valor raso, incerto, apoiado numa descrição.
Valor dado sem projeto pode vir em papel timbrado. Continua sendo chute.
Onde a conta aparece
A conta aparece lá na frente: a obra estoura o valor, estoura o prazo e sai errada, com um problema atrás do outro.
É por isso que tanta gente diz que construir é dor de cabeça. E é por isso que tanta gente se decepciona: decidiu com um número que nunca foi orçamento.
O que só o projeto consegue mostrar
Os projetos complementares são os que vêm depois da arquitetura, como estrutura, fundação, elétrica e hidráulica. São eles que ajudam a saber exatamente o que a obra leva, como:
- qual é o tipo de fundação, um dos itens que mais variam de uma obra para outra;
- quanto aço a estrutura leva;
- qual é o tipo de estrutura e se vai ter contenção;
- como ficam as instalações elétricas e o cabeamento;
- como fica a hidráulica, e se a casa vai ter água quente;
- se vai ter energia solar.
Sem esse cuidado, tudo isso se perde. E a pessoa descobre do pior jeito, no meio da obra, que itens que deveriam estar no orçamento ficaram de fora. Não orçaram o boiler, não orçaram o painel solar, e a climatização não foi dimensionada corretamente.
Quando o que foi mal dimensionado é a estrutura, o risco é para a saúde dela. A estrutura fica frágil, o imóvel pode durar muito menos e pode precisar de intervenção e de manutenção logo de início.
O caminho certo, na ordem
O primeiro passo é ter um layout completo do imóvel, pelo menos um projeto-base.
Depois do layout vem, no mínimo para começar, um estudo de viabilidade financeira, que é quantificar o que consta no projeto arquitetônico (ou no layout básico) para chegar a um orçamento prévio.
E vêm, claro, os projetos complementares, que mostram com exatidão o que cada parte da obra leva.
Como fazemos na Intellieng Construtora
Aqui nós trabalhamos desde a base. Antes de entrar a primeira máquina ou o primeiro tijolo no canteiro de obras, elaboramos todos os projetos, dos layouts e do projeto arquitetônico até os complementares. E fazemos o estudo de viabilidade financeira, não só um orçamento raso.
É assim que você constrói com previsibilidade, com segurança e sem erro.
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